Uritractin: Protecção e cuidado do tracto urinário

Uritractin é suplemento alimentar 100% natural, que combina a ação das proantocianidinas do extrato concentrado de mirtilo vermelho americano (arando vermelho americano ou cranberry) e as antocianidinas naturalmente presentes no extrato de flores de hibisco. Estes dois extratos são conhecidos por suas propriedades antibacterianas y antifúngicas, atuando na prevenção das infeções típicas do trato urinário.

O extrato concentrado de mirtilo vermelho americano de Uritractin, conhecido também como arando vermelho americano ou cranberry, é um extrato do fruto procedente da espécie Vaccinium macrocarpon Aiton, pertencente ao género Vaccinium L. e família Ericaceae. Este fruto se destaca pela sua grande quantidade de polifenóis antioxidantes, donde se destacam as proantocianidinas (também conhecidas pela abreviatura PAC), conhecidas por sua capacidade preventiva ante as infeções do trato urinário (ITU) [1]. As proantocianidinas são polifenóis da família dos flavonóides, constituídos por unidades de flavan-3-ol que se encontram unidas de dois maneiras distintas. As proantocianidinas mais comuns, classificadas como tipo B, são constituídas por duas unidades de flavan-3-ol unidas por uma única ligação covalente. Por sua vez, as proantocianidinas do tipo A são mais raramente encontradas na natureza e possuem duas unidades de flavan-3-ol unidas através de duas ligações químicas. Esta diferença estrutural entre estes dois tipos de proantocianidinas, altera as suas propriedades químicas.

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As proantocianidinas do mirtilo vermelho americano são do tipo A, justamente a forma que apresenta a capacidade de inibir a aderência de bactérias às células epiteliais do trato urinário [2]. As proantocianidinas do tipo B, são mais facilmente encontradas na natureza. Por exemplo, estão presentes no chá verde, na uva ou no chocolate, no entanto, são desprovidas dessa capacidade antibacteriana [3]

As infeções do trato urinário (ITU) são bastante frequentes, principalmente no caso das mulheres, devido a anatomia feminina e a questões hormonais. Na maioria dos casos, são causadas pela colonização ascendente de organismos de origem entérica, principalmente Escherichia coli (E.coli) que geralmente colonizam o introito vaginal e a área periuretral para ascender à bexiga urinária e, eventualmente, à próstata ou rim, causando bacteriúria assintomática, cistite ou pielonefrite. A evidencia clinica demonstra que o consumo do mirtilo vermelho americano pode diminuir a recorrência de ITU causado pela E.coli [410], devido a capacidade das suas proantocianidinas de inibir a adesão dessa bactérias às mucosas superficiais dos órgãos do trato urinário[11]. Os principais responsáveis pela adesão da E.coli às mucosas do trato urinário são uns apêndices filamentosos denominados fimbrias ou pili, presentes na sua superfície. As fimbrias são formadas por filamentos de polímeros constituídos por subunidades proteicas, onde se encontram estruturas moleculares diferenciadas, denominadas adesinas, que se unem a recetores específicos situados nas células epiteliais do trato urinário. As proantocianidinas do mirtilo vermelho americano presentes no Uritractin, têm a capacidade de se unir às adesinas presentes nas fimbrias, e assim, impedir a sua união aos recetores das células epiteliais [11].

Uritractin

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O extrato de mirtilo vermelho de Uritractin é altamente concentrado em proantocianidinas. Resulta de um processo capaz de concentrar o seu teor em polifenóis em 50 vezes, obtendo uma concentração final de proantocianidinas de 50% em peso seco (determinado por cromatografia liquida de alta eficiência, HPLC). Uma cápsula de Uritractin tem 250 mg de extrato 50:1 de mirtilo vermelho, o que correspondente ao consumo de 125 mg de proantocianidinas, 23,9 g de fruta fresca (o mirtilo vermelho apresenta em média 91% de água em sua composição) ou 12,5 g de fruta desidratada.

 

Num guia de prática clínica para cistite não complicada publicado em 2013 pela Associação Espanhola de Urologia , resume-se, após revisão das evidências científicas disponíveis até aquele momento que “os mirtilos/arandos vermelhos constituem uma opção preventiva eficaz em pacientes com infecção urinária recorrente, exceto no caso de pacientes com bexiga neurogênica. Embora sua eficácia seja inferior à profilaxia antibiótica, acreditamos que se constituam em uma estratégia preventiva de primeira linha, desde a administração profilática de antibióticos, além dos efeitos colaterais que têm para a paciente (alergias, candidíase vaginal, etc) tem impacto no desenvolvimento de resistência a eles, visto que em um determinado país existe uma correlação direta entre consumo e percentual de resistência ”.

 

Hibisco Nutribiolite Uritractin

Outro ingrediente da formula do Uritractin é o extrato concentrado de hibisco (Hibiscus sabdariffa L.). O hibisco é uma planta da família Malvaceae e que tem centenas de espécies. Algumas dessas espécies, por exemplo a Hibiscus sabdariffa, que produz o popular chá de hibisco, são comestíveis e muito procuradas devido as suas propriedades diuréticas e antimicrobianas. As flores do hibisco são ricas em polifenóis bioativos, como as antocianinas. O cálice é a parte da flor mais estudada, apresenta efeitos diuréticos, antimicrobianos, ajudam na digestão, reduzem a pressão arterial e modulam o stress oxidativo [12].

O potencial antibacteriano do extrato de hibisco foi demonstrado em vários estudos científicos para varias espécies de bactérias, como a Escherichia coli [1316], a Bacillus subtilis [14], a Staphylococcus aureus [14], Acinetobacter bauma [17] e Klebsiella pneumoniae [16]. É de destaque um trabalho interessante publicado em 2008 pelo grupo de Anton Peleg do Harvard Medical School, no qual, se observou capacidade antibacteriana do extrato hibisco em um estudo in vitro contra a bactéria Acinetobacter baumannii, muito conhecida por sua elevada patogenicidade e com estirpes resistentes à maioria dos antibióticos. O extrato de hibisco conseguiu melhores resultados contra a proliferação desta bactéria que alguns antibióticos como a gentamicina [17].

O artigo mais conhecido e divulgado sobre as propriedades antimicrobianas do extrato de hibisco foi publicado em 2014 na revista Asian Pacific Journal of Tropical Biomedicine, que observava pela primeira vez a capacidade deste extrato de inibir a propagação do fungo Candida albicans obtido de pacientes com candidíase repetitiva [18]. A partir de estudos in vitro, os investigadores observaram que o extrato do hibisco inibia a formação de biofilmes produzidos pelo fungo, um fator importante para a proliferação da infeção. Os biofilmes são compostos por células produzidas pelo próprio fungo, dispostas de maneria bem organizada, e que se unem fortemente entre si e às paredes do tecido epitelial do trato urinário. Neste biofilmes são produzidas proteínas e polissacáridos que protegem o fungo contra a ação do sistema imunitário e contra os medicamentos antifúngicos, permitindo, assim, a proliferação descontrolada da infeção.

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A propriedade diurética da flor de hibisco é outra característica muito importante no combate às infeções urinarias. Através da urina, faz-se a limpeza do trato urinário e a consequente eliminação de micróbios [19].

O extrato de flor de hibisco de Uritractin resulta de um processo de extração controlada capaz de aumentar o seu teor em polifenóis em 15 vezes, garantindo um mínimo de 10% em peso seco em polifenóis ativos (determinado por cromatografia liquida de alta eficiência, HPLC). Uma cápsula de Uritractin contém 55 mg de extrato de flor de hibisco (15:1), dos quais 82,5 mg correspondem a polifenóis totais. Tal corresponderia a um consumo equivalente de 825 mg de flores secas.

  1. Sihra, N., et al., Nonantibiotic prevention and management of recurrent urinary tract infection. Nature Reviews Urology, 2018. 15(12): p. 750-776.
  2. Feliciano, R.P., et al., Ratio of “A-type” to “B-type” Proanthocyanidin Interflavan Bonds Affects Extra-intestinal Pathogenic Escherichia coli Invasion of Gut Epithelial Cells. Journal of Agricultural and Food Chemistry, 2014. 62(18): p. 3919-3925.
  3. Micali, S., et al., Cranberry and recurrent cystitis: more than marketing? Critical Reviews in Food Science and Nutrition, 2014. 54(8): p. 1063-1075.
  4. Raz, R., B. Chazan, and M. Dan, Cranberry juice and urinary tract infection. Clinical Infectious Diseases, 2004. 38(10): p. 1413-9.
  5. Jepson, R.G., G. Williams, and J.C. Craig, Cranberries for preventing urinary tract infections. Cochrane Database Syst Rev, 2012. 10(10): p. Cd001321.
  6. Nowack, R. and W. Schmitt, Cranberry juice for prophylaxis of urinary tract infections-conclusions from clinical experience and research. Phytomedicine, 2008. 15(9): p. 653-67.
  7. Pérez-López, F.R., J. Haya, and P. Chedraui, Vaccinium macrocarpon: an interesting option for women with recurrent urinary tract infections and other health benefits. Journal of Obstetrics and Gynaecology Research, 2009. 35(4): p. 630-9.
  8. Wing, D.A., et al., Daily cranberry juice for the prevention of asymptomatic bacteriuria in pregnancy: a randomized, controlled pilot study. Journal of Urology, 2008. 180(4): p. 1367-72.
  9. Bailey, D.T., et al., Can a concentrated cranberry extract prevent recurrent urinary tract infections in women? A pilot study. Phytomedicine, 2007. 14(4): p. 237-41.
  10. Hess, M.J., et al., Evaluation of cranberry tablets for the prevention of urinary tract infections in spinal cord injured patients with neurogenic bladder. Spinal Cord, 2008. 46(9): p. 622-6.
  11. Howell, A.B., Bioactive compounds in cranberries and their role in prevention of urinary tract infections. Molecular Nutrition & Food Research, 2007. 51(6): p. 732-737.
  12. Riaz, G. and R. Chopra, A review on phytochemistry and therapeutic uses of Hibiscus sabdariffa L. Biomedicine & Pharmacotherapy, 2018. 102: p. 575-586.
  13. Fullerton, M., et al., Determination of antimicrobial activity of sorrel (Hibiscus sabdariffa) on Escherichia coli O157:H7 isolated from food, veterinary, and clinical samples. Journal of Medicinal Food, 2011. 14(9): p. 950-6.
  14. Jung, E., Y. Kim, and N. Joo, Physicochemical properties and antimicrobial activity of Roselle (Hibiscus sabdariffa L.). Journal of the Science of Food and Agriculture, 2013. 93(15): p. 3769-76.
  15. Darwish, R.M. and T.A. Aburjai, Effect of ethnomedicinal plants used in folklore medicine in Jordan as antibiotic resistant inhibitors on Escherichia coli. BMC Complementary and Alternative Medicine, 2010. 10: p. 9.
  16. Alshami, I. and A.E. Alharbi, Antimicrobial activity of Hibiscus sabdariffa extract against uropathogenic strains isolated from recurrent urinary tract infections. Asian Pacific Journal of Tropical Disease, 2014. 4(4): p. 317-322.
  17. Abdallah, E.M., Antibacterial activity of Hibiscus sabdariffa L. calyces against hospital isolates of multidrug resistant Acinetobacter baumannii. Journal of Acute Disease, 2016. 5(6): p. 512-516.
  18. Alshami, I. and A.E. Alharbi, Hibiscus sabdariffa extract inhibits in vitro biofilm formation capacity of Candida albicans isolated from recurrent urinary tract infections. Asian Pacific Journal of Tropical Biomedicine, 2014. 4(2): p. 104-108.
  19. Jiménez-Ferrer, E., et al., Diuretic effect of compounds from Hibiscus sabdariffa by modulation of the aldosterone activity. Planta Medica, 2012. 78(18): p. 1893-8.

Para a prevenção de infeções urinárias

Uritractin Nutribiolite
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