Um estudo publicado no Journal of environmental science and health. Part C, Toxicology and carcinogenesis , publicado em 2025, analisou em pormenor a toxicidade do black cohosh, uma planta muito utilizada para aliviar os sintomas da menopausa. Os autores recolheram dados de experiências laboratoriais e de casos clínicos de mulheres que tomaram extractos comerciais desta raiz. A conclusão central foi clara: foram observados problemas de segurança relevantes, com lesões hepáticas graves em alguns casos.
Este resultado tem implicações diretas para as mulheres na perimenopausa e na menopausa que procuram alternativas à base de plantas para os afrontamentos, as alterações de humor ou os distúrbios do sono. A mensagem prática é cautelosa: nem todos os extractos de ervas são equivalentes ou seguros, e a qualidade e o perfil toxicológico são tão importantes como o potencial alívio dos sintomas.
O que analisou a revisão toxicológica do cohosh preto nas mulheres
A publicação é uma revisão de segurança, ou seja, não é um ensaio clínico único, mas uma análise conjunta de muitos trabalhos anteriores. Inclui estudos em animais, estudos celulares e relatórios de casos de mulheres que tomam suplementos de black cohosh para os sintomas da menopausa.
Os autores descrevem que o extrato de rizoma e raiz de cohosh preto, também chamado Actaea racemosa, foi popularizado pelo seu suposto efeito semelhante ao dos estrogénios. No entanto, a revisão conclui que a sua eficácia no alívio dos sintomas é limitada e que existem sinais preocupantes de genotoxicidade, ou seja, danos no material genético, juntamente com casos de toxicidade hepática, incluindo danos agudos graves.
Porque é que o cohosh preto suscita preocupações relativamente à saúde do fígado
O cohosh preto contém mais de uma centena de compostos diferentes, incluindo triterpenos, polifenóis e alcalóides. Esta complexidade química torna os extractos comerciais altamente variáveis, o que significa que dois produtos com o mesmo nome podem ter perfis de compostos activos e de impurezas muito diferentes.
A revisão descreve um mecanismo aneugénico, ou seja, alterações na divisão dos cromossomas durante a divisão celular. Além disso, existem vários relatos de mulheres que, após tomarem suplementos de black cohosh, desenvolveram desde um ligeiro desconforto a lesões hepáticas agudas. Em alguns casos, foi necessária hospitalização e foram registadas mortes, reforçando a necessidade de extrema cautela com estes extractos.
Hábitos sensatos para o bem-estar na menopausa
Os anos de transição hormonal são um período sensível, com alterações na temperatura corporal, no humor, no sono e na composição corporal. O estudo do cohosh preto é um lembrete de que escolher qualquer planta só porque é natural pode não ser uma estratégia segura.
Os hábitos baseados em evidências incluem uma dieta rica em vegetais, legumes e fontes de proteína de qualidade, manter uma atividade física regular com trabalho de força e exercício aeróbico, ter uma boa noite de descanso com horários estáveis e reduzir o consumo de álcool, que aumenta a carga sobre o fígado. Estes pilares ajudam o organismo a adaptar-se à nova fase hormonal e reduzem a necessidade de recorrer a extractos com um perfil toxicológico duvidoso.
Suplementos sem cohosh preto e fórmulas limpas para um apoio responsável
A análise toxicológica do cohosh preto realça um ponto essencial: nem todos os ingredientes à base de plantas são equivalentes e a segurança deve ser equiparada à eficácia. Para muitas mulheres, faz sentido dar prioridade a suplementos que evitem ingredientes com sinais de toxicidade e utilizem formas de nutrientes com boa biodisponibilidade, sem aditivos desnecessários.
Neste contexto, uma abordagem prudente baseia-se em três critérios: escolher fórmulas que não incluam o cohosh preto quando existem dúvidas razoáveis quanto à sua segurança, preferir formas avançadas de vitaminas e minerais mais bem reconhecidas e absorvidas pelo organismo e optar por produtos sem excipientes controversos, como determinados corantes ou antiaglomerantes, que não acrescentam valor fisiológico.

Um suplemento para a menopausa com uma abordagem fisiológica e sem cohosh preto, concebido para as mulheres que dão prioridade a fórmulas limpas.
Escolher sabiamente e ouvir os sinais do seu organismo
Em resumo, a revisão sobre o cohosh preto recorda-nos que o mesmo ingrediente vegetal pode oferecer benefícios teóricos e, ao mesmo tempo, apresentar riscos significativos se a sua composição e o seu perfil toxicológico não forem bem controlados. Para as mulheres na menopausa, isto traduz-se num convite a informarem-se, a privilegiarem hábitos de vida corretos e, se decidirem utilizar suplementos, a escolherem fórmulas que se comprometam com a segurança e a qualidade dos ingredientes.
Este conteúdo tem um carácter meramente informativo e não substitui o conselho de um profissional de saúde.
Perguntas mais frequentes
O que é que a revisão conclui sobre a segurança do black cohosh?
A revisão descreve o black cohosh como tendo uma eficácia limitada para os sintomas da menopausa e relata sinais de genotoxicidade e casos de danos no fígado, alguns graves. Por conseguinte, levanta dúvidas razoáveis sobre a sua utilização a longo prazo nas mulheres.
Porque é que é importante verificar a toxicidade das plantas medicinais
O facto de um produto ser à base de plantas não garante a sua segurança. Algumas plantas concentram compostos que, em doses elevadas ou em extractos mal controlados, podem danificar o fígado ou o material genético. O conhecimento destes riscos permite tomar decisões mais informadas.
Que hábitos alternativos podem contribuir para o bem-estar na menopausa?
Uma alimentação rica em legumes e verduras, a prática regular de exercício físico, o controlo do peso, uma boa higiene do sono e a redução do consumo de álcool ajudam o organismo a adaptar-se às alterações hormonais. Estes hábitos constituem a base para a avaliação de uma suplementação responsável.
Porque é que faz sentido preferir suplementos que não sejam de cohosh preto
Uma vez que a revisão relata casos de toxicidade hepática associados ao cohosh preto, muitas mulheres e profissionais preferem evitá-lo. Optar por fórmulas sem o cohosh preto reduz um potencial fator de risco e concentra a atenção noutros nutrientes com um melhor perfil de segurança.
O que procurar ao escolher um suplemento para a menopausa
Verificar a lista dos ingredientes, evitar os que suscitam problemas de segurança, como o cohosh preto, dar prioridade às formas bem absorvidas de vitaminas e minerais e escolher produtos com fórmulas limpas, sem aditivos desnecessários. Tudo isto deve ser sempre acompanhado de bons hábitos de vida.









