Um estudo publicado na revista «BMC Nutrition» de 2025 analisou 45 ensaios clínicos com 96 962 participantes adultos para avaliar o efeito do ácido fólico sobre o risco cardiovascular. A meta-análise revelou uma redução estatisticamente significativa do risco de acidente vascular cerebral (RR = 0,85; IC 95%: 0,76-0,96) e uma redução modesta do risco global de doença cardiovascular (RR = 0,95; IC 95%: 0,90-0,99). Estes resultados posicionam o folato como um cofator relevante na gestão do risco cardiovascular associado à homocisteína.
O que revela a meta-análise de 2025 sobre o folato e o risco de AVC em adultos
O efeito mais sólido do estudo centrou-se na redução do risco de acidente vascular cerebral. A suplementação com ácido fólico revelou maior eficácia em participantes com níveis elevados de homocisteína no plasma e níveis baixos de folato basal. Em grupos com homocisteína superior a 4 micromol/L, a redução do risco cardiovascular global atingiu significância estatística com baixa heterogeneidade (RR = 0,90; IC 95%: 0,84-0,96).
O estudo não identificou efeitos significativos sobre a mortalidade total, a doença coronária, a doença arterial periférica nem sobre os níveis de HDL ou LDL. Os autores concluem que o folato desempenha um papel específico e diferenciado no risco cardiovascular, não tendo um efeito global sobre todos os eventos cardíacos. Esta distinção é importante para interpretar os dados com rigor.
Por que razão a homocisteína é um marcador de risco cardiovascular modificável com vitaminas
A homocisteína é um composto derivado do metabolismo da metionina. Quando se acumula no plasma, danifica o endotélio vascular através da disfunção endotelial, do stress oxidativo e de mecanismos protrombóticos. Este processo contribui para a formação da aterosclerose e para o risco de eventos isquémicos.
O folato atua como cofator essencial na remetilação da homocisteína em metionina, reduzindo assim a sua concentração plasmática. As vitaminas B6 e B12 participam nas vias complementares de transulfuração. A eficácia desta via metabólica depende da disponibilidade das vitaminas nas formas ativas que o organismo possa utilizar diretamente.
Por que razão o ácido fólico convencional apresenta limitações metabólicas relevantes
O ácido fólico é a forma sintética do folato. Para participar no metabolismo da homocisteína, o organismo deve convertê-lo em L-5-metiltetrahidrofolato (5-MTHF) através de várias etapas enzimáticas, incluindo a enzima MTHFR. Aproximadamente 10-15% da população de origem europeia apresenta polimorfismos no gene MTHFR que reduzem esta capacidade de conversão entre 30% e 70%.
Nestas pessoas, a suplementação com ácido fólico convencional pode revelar-se menos eficaz. A forma ativa 5-MTHF não requer essa conversão: o organismo assimila-a diretamente e incorpora-a no ciclo do folato sem depender da atividade enzimática da MTHFR. Esta diferença tem implicações práticas na eficácia da suplementação.
Como o Mag-fusion da Nutribiolite, um suplemento alimentar com vitaminas B e magnésio, segue a lógica fisiológica do estudo
A meta-análise avaliou a suplementação com ácido fólico, frequentemente combinada com as vitaminas B6 e B12, no que diz respeito ao metabolismo da homocisteína. O Mag-fusion da Nutribiolite contém precisamente estas três vitaminas do complexo B, formuladas nas suas formas coenzimáticas e bioativas.
O folato é fornecido na forma de L-5-metiltetrahidrofolato de cálcio (5-MTHF), a forma ativa que o organismo utiliza diretamente, sem necessidade de conversão hepática. Isto representa uma vantagem em relação ao ácido fólico convencional, especialmente em pessoas com variantes do gene MTHFR. A vitamina B6 é incluída na forma de piridoxal-5-fosfato (P5P), a sua forma coenzimática funcional, que evita as etapas de ativação exigidas pela piridoxina padrão. A vitamina B12 é fornecida na forma de metilcobalamina, a variante com maior biodisponibilidade e a que o organismo utiliza diretamente no ciclo da metionina.
Estas três vitaminas atuam de forma coordenada nas vias de remetilação e transulfuração, os dois principais mecanismos através dos quais o organismo regula os níveis de homocisteína. O Mag-fusion incorpora ainda 247 mg de citrato de magnésio puro, um sal orgânico altamente biodisponível, diferente do citrato tamponado que muitos suplementos utilizam misturado com óxido de magnésio de baixa absorção. O magnésio atua como cofator em múltiplas reações enzimáticas do metabolismo energético e participa, juntamente com a vitamina D3, na manutenção dos ossos e músculos. A fórmula inclui 2000 UI de vitamina D3 na forma de colecalciferol, a variante que o organismo produz naturalmente, com maior biodisponibilidade do que a vitamina D2. O Mag-fusion não contém corantes, conservantes nem excipientes artificiais.

O Mag-fusion combina citrato de magnésio puro, folato na forma de 5-MTHF, vitamina B6 na forma de P5P, vitamina B12 na forma de metilcobalamina e 2000 UI de vitamina D3, em formas bioativas sem aditivos sintéticos, para apoiar o metabolismo da homocisteína e o equilíbrio energético diário.
Perguntas frequentes sobre as vitaminas B, o folato e a homocisteína
O que é a homocisteína e por que razão é importante para a saúde cardiovascular?
A homocisteína é um composto gerado no metabolismo da metionina, um aminoácido presente nas proteínas animais. Quando os seus níveis plasmáticos aumentam, pode danificar o endotélio vascular e contribuir para processos aterogénicos. O folato, juntamente com as vitaminas B6 e B12, participa nas vias metabólicas que transformam a homocisteína em compostos inofensivos ou benéficos.
Qual é a diferença entre o ácido fólico e o folato na forma de 5-MTHF?
O ácido fólico é a forma sintética do folato. Para poder ser utilizado pelo organismo, tem de ser convertido em 5-MTHF através de várias etapas enzimáticas que dependem da atividade da enzima MTHFR. As pessoas com variantes comuns do gene MTHFR apresentam uma capacidade reduzida para esta conversão. O 5-MTHF é a forma ativa direta: o organismo incorpora-o no ciclo do folato sem necessidade de transformações prévias.
O que revelou a meta-análise da BMC Nutrition de 2025 sobre o folato e o AVC?
A análise de 45 ensaios com 96 962 participantes adultos revelou que a suplementação com ácido fólico reduziu o risco de acidente vascular cerebral em 15% (RR = 0,85; IC 95%: 0,76-0,96). Observou-se também uma redução modesta, mas estatisticamente significativa, do risco global de doença cardiovascular (RR = 0,95). O efeito foi mais pronunciado em pessoas com níveis elevados de homocisteína e níveis baixos de folato basal. Não foram observados efeitos significativos sobre a mortalidade, a doença coronária ou o perfil lipídico.
Por que razão a vitamina B12 na forma de metilcobalamina é superior à cianocobalamina?
A cianocobalamina é a forma mais comum em suplementos de baixo custo. O organismo tem de a converter em metilcobalamina antes de a poder utilizar. A metilcobalamina é a forma ativa que atua diretamente no ciclo da metionina e no sistema nervoso. Esta conversão pode ser menos eficiente em pessoas idosas, com gastrite atrófica ou com baixa produção de fator intrínseco, situações frequentes que afetam a absorção da vitamina B12.
Por que razão o citrato de magnésio puro da Mag-fusion é diferente do citrato tamponado?
Muitos suplementos rotulados como citrato de magnésio combinam este sal com óxido de magnésio não reagido, uma forma inorgânica com biodisponibilidade muito baixa. Esta mistura é conhecida como citrato tamponado. O Mag-fusion utiliza exclusivamente citrato de magnésio puro, totalmente reagido, sem óxido de magnésio oculto, o que garante uma absorção superior e uma boa tolerância digestiva. A dose diária de 247 mg de magnésio elementar está em conformidade com o limite máximo recomendado pelo SCF da Comissão Europeia para sais dissociáveis.
Este conteúdo é meramente informativo e não substitui o aconselhamento de um profissional de saúde.









